Poro Collective em Salvador


Na próxima terça-feira (8), a Galeria 1 e o Cinema do Museu de Arte Moderna da Bahia serão palcos para discussões sobre produções artísticas, intervenções urbanas e proposições políticas através do lançamento do livro Intervalo, respiro, pequenos deslocamentos – ações poéticas do Poro. O evento, que acontece às 19h, vai contar com a exibição do documentário Poro – Intervenções Urbanas e Ações Efêmeras, e posteriormente, com um bate-papo com os artistas Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada!, organizadores do livro.

O livro Intervalo, respiro, pequenos deslocamentos - Ações poéticas do Poro foi premiado pelo Programa Brasil Arte Contemporânea da Fundação Bienal de São Paulo e Ministério da Cultura, e surge com o intuito de relacionar a produção artística, intervenções urbanas e proposições políticas realizados pelo Poro entre 2002 e 2010, a uma discussão ampliada sobre ações artísticas que promovem a percepção sobre o espaço público, cidade, patrimônio, memória, trabalho colaborativo, inserções artísticas em espaços não institucionais e relações entre arte e política.

A dupla de artistas que formam o Poro – Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada! – desenvolveu intervenções urbanas e ações efêmeras no Brasil e exterior, operando nos sistemas de comunicação, circulação e trocas simbólicas realizados nas cidades. Uma atuação, tanto no espaço institucional quanto no espaço não institucional, que reconhece o espaço público como lugar de convívio e campo ampliado para a articulação de proposições artísticas.

“Entendemos que a arte é uma forma de criar relações com o mundo a partir de signos, gestos e/ou objetos. Com esta noção, lançamos nosso olhar para o espaço urbano, onde, desde 2002, desenvolvemos nossos projetos. A cidade é um território fértil para nossas ações. Buscamos estabelecer relações diretas com a cidade e todo seu universo comunicacional e simbólico, ampliando e flexibilizando o significado e o entendimento sobre arte e construindo situações que fogem do uso rotineiro do espaço público”, comentam os artistas.

A obra traz, além de uma extensa coleção de imagens dos trabalhos da dupla, uma série de textos inéditos, escritos por diversos autores vindos de diferentes áreas: arquitetura, urbanismo, poesia, comunicação, história social, ativismo, artes visuais. Assinam os textos: Daniela Labra (pesquisadora e curadora - Rio de Janeiro), André Mesquita (pesquisador e ativista - São Paulo), Newton Goto (artista, pesquisador e curador - Curitiba), André Brasil (pesquisador da área de comunicação - Belo Horizonte), Wellington Cançado & Renata Marquez (arquitetos, curadores e pesquisadores - Belo Horizonte), Anderson Almeida (escritor - Belo Horizonte), Luiz Carlos Garrocho & Daniel Toledo (pesquisadores e criadores cênicos - Belo Horizonte), Ricardo Aleixo (poeta, curador e ativista cultural – Belo Horizonte).

Jardim Suspenso, a exposição.

A vida comum, a 30cm do chão

A ilustradora Iansã Negrão faz sua primeira exposição individual na reabertura da Galeria Moacir Moreno, no Theatro XVIII


A exposição Jardim Suspenso é a primeira mostra individual da designer e ilustradora Iansã Negrão. As imagens são um apanhado da produção da artista nos últimos anos, marcada pela construção de momentos de intimidade, solidão, alheiamento e entrega dos personagens, surpreendidos em epifanias cotidianas. A abertura acontece na próxima quinta-feira, 10 de fevereiro, às 19h, na Galeria Moacir Moreno, foyer do Theatro XVIII, no Pelourinho. A entrada é franca.


Iansã flagra o banal do mundo com afeto, materializando-o em diversos suportes e em diferentes horas. Em casa, no trabalho, numa sala de espera. "Jardim suspenso sempre teve essa conotação de lar para mim, de varanda da casa com plantas", diz. A ideia é que os espectadores vaguem por este jardim, deparando-se com seus moradores. Que tomem um chá com eles, sintam-se íntimos da beirada do dia ou da vida, longe da borda cotidiana.


Os quadros de pequeno formato (10x15, em média) dominam boa parte de Jardim Suspenso, apresentados em molduras de diferentes formatos e cores, que contrastam com o preto e o cinza dominantes nas imagens. “É que sou meio cega para as cores”, afirma a artista em tom de brincadeira. Boa parte dos desenhos foi feita com tinta preta e lápis, outros são experimentações no ambiente digital. Os formatos maiores são gravuras digitais impressas em canvas. Ao todo serão cerca de 100 imagens.


Iansã é jornalista formada pela Facom/UFBA e apegada à imagem. Acredita na comunicação pela linha do lápis sobre a folha em branco. Trabalha como editora de arte no jornal A TARDE e publica ilustrações em papel ou parede. Não saberia explicar nada sem fazer um desenho.


Já participou: Mostra de alunos da Oficina de Processos Contemporâneos (ministrada pelo artista plástico Caetano Dias) MAM Bahia 2004/ Galeria de Adesivos (SP<2004)/ Mostra Claro Idéias (wallpaper de celular, 2005), Diversidades (TCA, 2006), Ateliê de coreógrafos (TCA, 2006), Mostra O Ciume Ilustrado (junho, 2010, Teatro Vila Velha), Visioponto (2010/2011, ICBA, Galeria Sala de Arte) Publicações: Jornal A TARDE 2003–2010, Microafetos (Wladimir Cazé, poesia), Como se Fosse o Mesmo Céu (Gina Leite, contos), Macromundo (Wladimir Cazé, 2010, poesia)
 


SERVIÇO

Jardim Suspenso
Galeria Moacir Moreno
10 de fevereiro, 19h
Entrada Franca


www.flickr.com/iansa