Metro Art Station #07

Na penúltima estação sueca, Junix registrou uma série de azulejos customizados em relevo com inspiração na anatomia humana, mais precisamente nos cinco sentidos e suas representações imagéticas. Viaje aí!





Bate-bola com PEACETU (YOU!)

PEACETU ou Rodrigo Vitório Lisboa Souza nasceu em 77 em Ilhéus, Bahia, e a partir de 91 passou a morar em Salvador. Já inserido na arte urbana desenvolveu uma estética pessoal com formas abstratas e cores vibrantes. Integrante da tripulação do Turbilhão Urbano (TU), explorou seu arte em vários campos, desde paredes duráveis à lona e esculturas, expondo com frequencia em várias cidades.  Seu projeto é totalmente inspirado do ritmo urbano da metrópole e na exuberância da natureza. 

Interessada nas andanças do conterrâneo  e na comunhão com as artes na gringa, resolvi arriscar o convite para um bate-papo que logo foi aceito e começou assim...

_ Oi Andrea, tudo bem e tudo em paz como sempre beleza. Estou numa correria louka por aqui. Comecei a estudar Produto Design, fui aprovado pela real competencia no curso de  3 anos e estou curtindo muito aprendendo falar norsk, além de muitas baladas também (rsss).

VP. Onde você vive atualmente e como anda sua produção?
PT. Estou vivendo aqui na Noruega e a produção como sempre não pára, tendo mais idéias e recursos para realizar os projetos.
Recentemente fiz uma escultura, cheguei lé e prendi com parafusos com máquina e depois fiz a pintura por cima, sendo um novo estilo pois levei o graffiti pronto, onde a própria peça ja era o graffiti. Fotos do festival: http://www.filmfrasor.no/no/nyheter/2011/10/peacetu-auksjon.html

VP. Fala um pouco do que ou quem te inspira.
PT. Minha inspiracao sempre está ligada à natureza e o meio em que vivo. As pessoas mim inspiram em geral.

VP. Sua arte é indissociável da street?
PT. Faço minha arte na rua e também sempre fiz outras coisas com outros materiais. No momento penso que sou street art e uma parte do meu trabalho também.

VP. O que tem aprendido fora do país?
PT. Morando fora estou aprendendo  que devo continuar a fazer a minha arte. Penso que nao muda nada, já sou a própria arte. Aqui as coisas acontecem normalmente porque as pessoas as realizam, no Brasil fazemos muito também.

VP. Segundo você, o que é preciso para ser um bom artista?
PT. Pra ser um bom artista é fazer o que tem que ser feito, realizando os projetos que se tem idéia.

VP. Faz uso da tecnologia a serviço da imaginação?
PT. A imaginação do ser humano é a própria tecnologia. Utilizo a minha em cima da digital.

VP. Considera sua arte vendável ou não está nem aí pra isso?
PT. Tudo é vendável no mundo. Quem faz arte nao está fora disso. O artista precisa produzir e para produzir precisa de material então precisa de dinheiro e um processo social mas penso que o importante é produzir de algum jeito.

VP. Possui algum novo projeto que possa contar aqui?
PT. Estou com novas idéias de novos projetos para serem realizados ao longo do tempo. O projeto mais certo é estar produzindo.

VP. Um SMS para quem está no lado de cá...
PT. Minha mensagem é produzir, produzir e produzir. Arte a servico da humanidade.

Mais sobre o artista: http://www.peacetu.com/

Museu Olho Latino expõe em La Paz, Bolívia



Estampida 2011 é a mostra que acontece de 07 a 19 de novembro como resultado do Intercâmbio Cultural Bolívia – Brasil, promovido pelo Museu Olho Latino e pelo Colectivo de Grabado Boliviano, a ser realizada pela Fundación Simón I. Patiño no C+C Espaço, que é uma de suas galerias em seu Espaço Cultural em La Paz.
O Espaço Simón I. Patiño (ESIP) é um centro cultural e de formação que promove a criatividade, a pesquisa no âmbito das Artes Visuais, a Literatura, a Música, e as Ciências humanas, organizando atividades diversas.
O Museu Olho Latino está representado com vinte gravuras de grandes formatos dos artistas que compõe o setor de arte-educação, conhecido como Grupo Olho Latino. Este grupo é formado por 12 artistas residentes no interior do Estado de São Paulo, sendo a maioria ex-alunos da PUC-Campinas, licenciados no extinto curso de Educação Artística, nas décadas de 1980 e 90. São artistas com currículos expressivos, alguns possuem pós-graduação, participaram em mostras no exterior e já receberam premiações em salões de arte.
A representação brasileira, contando com a curadoria do prof. Dr. Paulo Cheida Sans, é composta pelos seguintes artistas: Alex Roch, Celina Carvalho, Cibele Marion Sisti, Elika Ito, Flávia Bresil Palhares, Lisa França, Maricel Fermoselli, Paulo Cheida Sans, Regiane Capp Couto Buccioli, Suely Arnaldo, Walcirlei Siqueira, Young Koh.
A representação de gravadores bolivianos está em fase de seleção, visto que foram abertas inscrições para participação que serão analisadas por uma comissão julgadora que indicará os representantes da gravura na Bolívia para participarem da mostra em conjunto com o Grupo Olho Latino.
No ano passado, fruto deste intercâmbio, aconteceu a mostra Estampa, na Sala de Exposição da Faculdade de Arquitetura da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA), em La Paz, Bolívia. No início deste ano, o Museu Olho Latino apresentou em sua sede de exposições em Atibaia, SP, a mostra Grabados Bolivianos, expondo as obras doadas pelos artistas bolivianos ao acervo Olho Latino.
O início desse intercâmbio aconteceu há19 anos, na ocasião da primeira mostra de gravura latino-americana realizada pelo Centro de Promoción del Arte y la Cultura – CPAC – na Casa de Cultura de La Paz. Na época, a mostra contou com parte da coleção pessoal de gravuras de Paulo Cheida Sans.
Anos se passaram e hoje o intercâmbio se consolida com o Museu Olho Latino e o Colectivo de Grabado Boliviano, tendo como organizadora a artista boliviana, profa. Paola Rozo, que também participou da organização da mostra realizada em La Paz em 1992.
Para a mostra, os dois grupos de artistas apresentam gravuras em várias técnicas, como xilogravura, linogravura, serigrafia e gravura em metal. A temática é variada e o conjunto das gravuras revela uma poética de valorização da natureza e da vida. O objetivo é valorizar e difundir a arte da gravura dos dois países.
A mostra está aberta à visitação de 07 a 19 de novembro no C+C, anexo do Espaço Simón I. Patiño, à Av. Ecuador, 2503, no bairro cultural Sopocachi, La Paz, Bolívia.

Serviço:
Exposição: Estampida 2011 – Bolívia - Brasil.
Expositores: Grupo Olho latino e Colectivo de Grabado Boliviano
Curadoria: Paulo Cheida Sans (Representação Brasileira)
Período da mostra: 07 a 19 de novembro de 2011.
Local: Espaço C+C, anexo do Espaço Simón I. Patiño - La Paz - Bolívia.
Endereço: Av. Ecuador, 2503 – Bairro Sopocachi, La Paz, Bolívia.
Realização: Museu Olho Latino, Colectivo de Grabado Boliviano e Fundación Simón I. Patiño.