Expo Lunar
Mostra propõe novo olhar sobre a Bahia a partir dos registros de 11 fotógrafos
A exposição
fotográfica Lunar – Fotografia na Bahia Agora reunirá na Galeria Solar
Ferrão, em Salvador, a partir do dia 17 de junho, às 18h, obras de 11 fotógrafos
que pensam seus registros a partir da experiência e da perspectiva baiana,
ampliando o olhar para além do real e do que é considerado normal sobre a Bahia.
Integrantes de uma nova geração de fotógrafos baianos participam da exposição,
dentre eles, Alex Oliveira, Bianca
Portugal, Fernanda Sanjuan, Ivã Coelho, Karla Rubia, Lia Cunha, Nicolas Soares,
Patrícia Almeida, Rogério Ferrari, Sabrina Pestana e Valeria Simões. Com parceria e
curadoria do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Lunar fica em
cartaz até 04 de agosto, com entrada gratuita.
A atividade
faz parte da programação cultural planejada pelos museus vinculados ao Instituto
do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de
Cultura do Estado (Secult/BA), para os turistas e os moradores de Salvador que
circularão pela cidade durante a Copa das
Confederações.
Os 18
trabalhos exibidos possuem diferentes versões de uma realidade que se descola e
se desloca para além do tempo presente, localizando um mundo, e uma Bahia,
libertos da repetição incessante de suas próprias imagens. “O olhar dos
fotógrafos passa por acúmulos, limites, extremos e transmite uma mensagem a
partir da captação de uma possível realidade. A exposição pretende transmitir
essas possibilidades, em um tempo deslocado”, explica Liane Heckert, integrante
da equipe de curadores da exposição.
Os artistas
foram escolhidos a partir de um mapeamento da produção fotográfica na Bahia. “A
investigação partiu da produção contemporânea atemporal de artistas que
transitam ou transitaram na Bahia, daí buscamos entender como é a Bahia vista do
mundo e de que modo essa imaginação local absorve e devolve esse mesmo olhar,
como os artistas absorvem e contextualizam suas experiências”, completa
Liane.
A
Galeria Solar Ferrão fica na Rua Gregório de Mattos, nº 45, Pelourinho. A
visitação é de terça a sexta, de 12h as 18h, e aos sábados, domingos e feriados,
das 12h às 17h.
Paisagem Fragmentada: Série Camelódromo
A
Galeria Nelson Daiha do SENAC Pelourinho promoverá a abertura da
exposição individual Paisagem
Fragmentada: Série Camelódromo
do fotógrafo Silvério Guedes, no próximo dia 15, sábado, no
período das 16 às 19h. A mostra ficará em cartaz até o dia 15 de
julho de 2013.
Para
esta exposição o artista selecionou 15 fotos, sob a curadoria de
Justino Marinho e Lígia Aguiar, entre as centenas de imagens que
produziu, registrando Camelódromos em cidades baianas e mineiras.
“Denomina-se Camelódromo o local, geralmente escolhido por
autoridade municipal, em que camelôs têm licença para exercer suas
atividades”.
Silvério Guedes é mineiro de Barbacena, mas reside na Bahia desde 1984. Seus primeiros contatos com as artes visuais aconteceram através da pintura quando ainda residia em sua cidade natal. Na Bahia, utilizando a pintura, sua primeira participação em uma mostra coletiva aconteceu em 1990, na Galeria O Cavalete. Outras participações em mostras coletivas de pinturas aconteceram posteriormente em galerias e museus baianos, inclusive em salões oficiais.
A
fotografia passou a fazer parte, de forma profissional, da vida do
artista em 2007 e sua primeira exposição individual, reunindo
fotografias autorais, foi realizada em setembro de 2009, no Centro de
Cultura e Arte da Universidade Estadual de Feira de Santana.
Anteriormente, participou de
mostras coletivas e da IX Bienal do Recôncavo (2009) e
posteriormente, realizou exposição individual na Galeria da
Associação Cultural Brasil Estados Unidos (2010). Recebeu Prêmio
de Aquisição no Salão de Artes Visuais de Vinhedo, São Paulo
(Setembro de 2011). Atualmente possui obras em acervos de galerias
importantes de Salvador e em acervos de instituições publicas
relevantes. Este ano, no período de 09 a 25 de maio, realizou
exposição individual na Galeria de Arte da Casa de Cultura da
Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
“Para
fotografar os Camelódromos, Silvério não se deteve no registro da
amplitude da paisagem de forma convencional, buscou ângulos e
detalhes que passam a ideia de abstrações ou imagens construtivas.
Seu interesse maior é passar ao espectador uma nova forma de
imaginar a paisagem”, ressalta o curador Justino Marinho.
Graduado
em geografia, o fotógrafo conhece os ensinamentos sobre as teorias
do que é a paisagem, daí sua sabedoria no momento de escolher os
ângulos ou sobre a forma de interpretá-las.
As fotos foram feitas em horas variadas durante o dia, aproveitando sempre os melhores momentos de incidência de luz.
É
óbvio que quem observa as fotos na mostra,
não faz
ideia do que seja realmente um camelódromo. Nos registros expostos,
o lirismo e as sutilezas do olhar artístico contrastam com a
realidade. O título Paisagem Fragmentada: Série Camelódromo
pretende exatamente mostrar o ponto de partida das imagens e o
contraste entre o sonho e a realidade. O que poderia ser imagens
banais extraídas do cotidiano se transforma em visões originais e
surpreendentes.
“A
fotografia contemporânea dá ao artista a liberdade de criação
para invadir o mundo dos sonhos e criar imagens interiores a partir
de paisagens e objetos concretos”, finaliza a artista Lígia
Aguiar.
Serviço:
Exposição
Individual de Fotografia
Imagem Fragmentada/Série
Camelódromo
Curadoria: Justino Marinho e
Lígia Aguiar
Local:
Galeria de Arte Nelson Daiha
SENAC Pelourinho – Largo do Pelourinho, 13/19
Abertura:
15 de junho, sábado, das 16 às 19 h.
Visitação: 15.06 a 15.07.2013
de seg a sáb das 09 às 17 horas.
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