CONVOCATÓRIA NOVAS POÉTICAS 2017




O Novas Poéticas é um programa de exposição de arte contemporânea anual que surgiu no Rio de Janeiro em 2014 e acontece anualmente através de convocatória destinada aos artistas-pesquisadores.

Deslocamentos e a criação de redes de diálogo entre estudantes-pesquisadores das diversas regiões do País são questões a serem expandidas, com o desejo de romper com um possível confinamento, experimentando novas possibilidades de trocas entre criadores em contextos locais diversos – porém, estabelecendo conexões efetivas – o projeto busca alcançar mais uma vez a produção e a investigação da diferença por meio de cartografias nômades, integrando diferentes protagonistas que estabelecem colaborações em produções que convergem entre a prática artística, a pesquisa acadêmica e a produção autônoma em diferentes Estados. 

O programa de exposição chega a quarta edição em 2017, desta vez, novos articuladores irão compor o projeto na cidade de Salvador, na Bahia. Artistas-pesquisadores de todo Brasil podem participar da convocatória aberta até 29 de julho.
Além da exposição coletiva que acontecerá este ano no mês de setembro em Salvador, o Novas Poéticas retorna ao Rio de Janeiro em outubro para desdobrar uma nova proposta: 5 artistas convidados irão compor um programa de Solo Projects simultâneos em diálogo com curadores-pesquisadores na cidade.

Para ampliar questões como diferença e a diversidade dos espaços que o Novas Poéticas visa investigar/inaugurar anualmente com suas propostas, pensaremos esta edição sob o prisma do conceito de cosmopolítica, iluminados pelas noções desdobradas por Isabelle Stengers.
Na contramão da ideia de um saber universal ou de uma prática generalista, buscamos, justamente, percorrer os espaços por meio de ações concretas, onde praticantes operam no real, de encontro com experiências intrínsecas aos seus espaços. Esta ideia, contudo, está muito além de meras práticas conscientes, mas são modos de experiências que estão sendo gestadas, no limiar de uma instauração.
A cosmopolítica seria então, um saber tecido a partir do sensível, da comunicação entre espaços, sujeitos e objetos distintos, tomando a imaginação, sobretudo, como um dispositivo de conhecimento ou da constituição de possíveis através da investigação das diversas posições no mundo, e dos lugares que se ocupam.
É neste desconhecido que o Novas Poéticas se reinventa a cada ano, no exercício de inaugurar sentidos nas articulações eventualmente produzidas através de suas ações, evitando sempre um mero perspectivismo. A proposta cosmopolítica, aqui, se dá por meio do reconhecimento de uma miríade de sujeitos, de seus respectivos mundos, e no que podemos possibilitar como experiência inventiva.

O edital completo e a ficha de inscrição se encontram no site:

Contato: projetonovaspoeticas@gmail.com

Vânia Medeiros em ATLÂNTIDA




RV Cultura e Arte apresenta Atlântida, a primeira exposição individual da artista baiana Vânia Medeiros. 

Morando em São Paulo, Vânia volta a Salvador para uma mostra que reúne trabalhos produzidos principalmente em 2016, e nos quais apresenta os resultados de suas pesquisas mais recentes. Em andanças por diferentes cidades, que inclusive já motivaram as publicações “Férias” e “Férias 2” (Conspire Edições, 2016), a artista recria percursos e paisagens, transformando suas experiências sensoriais em desenhos, instalações e objetos. Para Atlântida, foram selecionadas obras em que Vânia recria ilhas geométricas em meio a um bloco denso de cores e texturas, reinventa cartografias através de desenhos ou objetos, e ainda convida o espectador a elaborar suas próprias paisagens urbanas.


Na análise da artista e pesquisadora Thais Graciotti – que assina o texto da mostra - “Aqui estamos: neste arquipélago de rotas e propostas de viagens diversas, mais do domínio da intensidade do que da extensão, Vânia Medeiros fez emergir com a força de seu traço e seu corpo no espaço percorrido, não uma cidade utópica do fundo do mar, mas caminhos fantásticos e diversos que nos promovem em deriva, um corpo-olho. Cada movimento é uma descoberta”.

A exposição pode ser visitada a partir do dia 07 de dezembroaté 18 de fevereiro, com entrada gratuita.

Foto: Ditto Leite

Sobre a artista:
Vânia Medeiros é artista visual e editora independente.
Foi criada em Salvador, Bahia e atualmente reside em São Paulo. Investiga o desenho como forma de expressão em diversos suportes e formatos. Seu trabalho realiza-se através de ações no espaço e processos colaborativos, ganhando materialidade na forma de livros, exposições, instalações e intervenções urbanas.
Além de seus projetos pessoais, tem desenvolvido processos junto ao Coletivo Dodecafônico e faz a coordenação editorial da plataforma Conspire Edições. Realiza também trabalhos de ilustração, design e direção de arte com editoras, instituições e grupos diversos.
É formada em jornalismo pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (2007), pós-graduada em artes no Instituto Universitário Nacional del Arte de Buenos Aires (2008) e atualmente desenvolve um mestrado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, no qual investiga cartografias subjetivas e formas de expressar graficamente as experiências do corpo caminhante na cidade.

RV fica na Avenida Cardeal da Silva, 158. Rio Vermelho em Salvador.

Happening com Adolphe Binder e Meritxell Aumedes




No dia 6 de dezembro (terça-feira), às 19h, a diretora e curadora artística Adolphe Binder, romena radicada na Alemanha, apresenta aos baianos, numa instalação performativa, o trabalho que está desenvolvendo como residente da Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia. O público será imerso numa obra em processo que revela um olhar de fora para as culturas baianas, olhar que também que se conecta às próprias raízes e ao (re)fazer artístico como gatilho para a criação.

Junto com a artista visual e performer Meritxell Aumedes, da Espanha, com quem colabora há bastante tempo, Binder tem se voltado para o tecido da vida baiana e entrevistado pessoas locais neste processo que estabelece três principais campos de interesse: transformação, transcendência e cruzamento de linhas.

A pesquisa da dupla nos últimos anos tem se baseado em noções de identidade, memória e pertencimento, nas semânticas e topografias da fronteira (linha), no vão, no ‘nem cá, nem lá’. Estruturas de poder, submissão e exclusão se refletem em um trabalho que é transdisciplinar e que lança uso de metáforas, simultaneidades, camadas e associações através do uso da imagem em movimento, do corpo e de instalações imóveis. Referências e fluxos de consciência geram um espaço de performance como observatório.

“Natural Red 24” e “Aus welchem Holz bist Du geschnitzt?” são parte da instalação que será apresentada, bem como vídeos em processo resultantes da residência. A obra “rûah” também será parte da exposição. Após o happening, haverá uma conversa entre Adolphe Binder e Meritxell Aumedes, apresentando ainda trabalhos antigos em vídeo, bem como sua forma de pensar e de criar. A conversa se dará em inglês e espanhol com tradução simultânea para o português.

“NÓS TEMOS SIDO AQUELES QUE NÃO SÃO NEM DE CÁ E NEM DE LÁ. AGORA, SEREMOS AQUELES QUE SÃO TANTO DAQUI COMO DE LÁ – AMBOS AO MESMO TEMPO”
Guadalupe Gómez


RESIDÊNCIA EM SALVADOR – Adolphe Binder está em Salvador desde o fim de outubro e permanecerá até meados de dezembro, como residente da Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia, a terceira residência artística no âmbito geral das 159 unidades do Goethe-Institut existentes no planeta, e primeira e única da rede no “sul global”, abaixo da Linha do Equador. A proposta do programa é fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul a partir da presença de artistas de todo o mundo.

Nascida na Romênia e radicada na Alemanha, Adolphe fez faculdades de Letras, Ciências Políticas, Filosofia e História. É diretora artística designada do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch. Nos cinco anos anteriores, foi diretora artística da Danskompani de Gotemburgo, na Suécia. Seu trabalho foca na concepção artística e no desenvolvimento de obras multi e transdisciplinares. Já atuou como curadora, dramaturga e produtora criativa, a exemplo de sua temporada como diretora do Berlin Ballett e como dramaturga da Deutsche Oper. Trabalhou para diversos teatros, festivais, revistas culturais e clubes underground. Nos últimos 20 anos, cooperou com uma série de artistas internacionais das mais diversas linguagens.


HAPPENING COM ADOLPHE BINDER E MERITXELL AUMEDES
Onde: Goethe-Institut Salvador-Bahia/ICBA
(Av. Sete de Setembro, 1809, Corredor da Vitória)
Quando: 6 de dezembro (terça-feira), 19h

Quanto: Gratuito

Revista UMBU | Lançamento




Nesta primeira edição, a UMBU vai apresentar os trabalhos de 10 fotógrafas e fotógrafos baianos ou
residentes na Bahia. O recorte da curadoria foi o de apresentar uma produção equilibrada entre artistas mulheres e homens, através de trabalhos que coloquem em discussão uma Bahia contemporânea; que se pense como um novo território artístico e criativo.

A umbu tem como Diretor de Arte o designer argentino Max Yakin Bozek. É ele o responsável pela arte da revista; dos cartazes e postais.
Para esse cartaz, Max escolheu a imagem do fotógrafo Lázaro Roberto, fundador do Zumvi Arquivo Fotográfico, o primeiro arquivo de imagens dedicado à memória da cultura negra na Bahia. Este ensaio, feito nos anos 80, será apresentado pela primeira vez nas páginas da Umbu.
Mais sobre o evento neste LINK.